sábado, 23 de outubro de 2010

Ezra Pound

Os Estandartes

O vento irmão errante sopra agora bravio
Outubro alteia folhas na poeira do ar
O ouro de Setembro que soía abraçar
Nos ramos de ácer verde e rosas de Estio
Perde-se agora em castanhos e tardio
Faz da vereda uma tapeçaria rara -
E o rei carvalho em suas vestes singular
De brasão garboso e colorido
Agora no poente é um cepo sem brio.
Se na floresta esplendorosa se escondera
Um castelo fulgente esperando uma rainha
Agora só os mastros despidos de estandartes
Restam, e as muralhas derrubadas e tristes.
Não me lamento, esta dolência não é minha
Pois fazes para mim do Outono Primavera.

Ezra Pound (1885-1972)
Fim do Tormento / O Livro de Hilda
(organização, tradução e notas de Filipe Jarro)
Poemário
Assírio & Alvim
2011

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2 Comentários:

Blogger METAMORFOSES disse...

excelente o blog.

gostei bastante.

muito bom gosto!

abraços

1 de novembro de 2010 às 19:32  
Blogger f. disse...

Obrigada M E T A M O R F O S E

8 de novembro de 2010 às 23:18  

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