quinta-feira, 16 de julho de 2009

Konstandinos Kavafis

O 25.º ANO DA SUA VIDA

Vai à taberna regularmente
onde se tinham conhecido no mês passado.
Perguntou; mas não sabiam nada para lhe dizer.
Das suas palavras, percebeu que se tornara conhecido
de um indivíduo totalmente desconhecido;
uma das muitas figuras juvenis desconhecidas
e suspeitas que por ali passam.
Vai contudo à taberna regularmente, de noite,
e queda-se e olha para a entrada;
até à fadiga olha para a entrada.
Talvez possa entrar. Esta noite ta!vez possa chegar.

Perto de três semanas assim faz.
Adoeceu a sua mente de lascívia.
Na sua boca ficaram os beijos.
Enlouquece da ânsia incessante toda a sua carne.
Daquele corpo o tacto está sobre ele.
Quer a união com ele outra vez.

Não atraiçoar-se, faz o esforço é claro.
Mas num momento quase fica indiferente. -
Além disso, ao que se expõe sabe-o,
tomou essa decisão. Não é improvável que esta sua vida
em escândalo nefasto o vá levar.

Konstandinos Kavafis
POEMAS E PROSAS
Tradução de Joaquim Manuel Magalhães
e
Nikos Pratsinis
Relógio d´Água

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