segunda-feira, 5 de abril de 2010

José Agostinho Baptista

ÁGUIA

Voar, pensava então,
como se num bater de asas se elevasse o
mundo,
como se a primavera rasgasse para sempre
a nuvem escura,
e sobre os meses não caíssem as penas,
como se as minhas garras sustentassem o
cordeiro ou a estrela
e mais para cima o meu bico cansado
levasse o teu coração.

José Agostinho Baptista
Agora e na Hora da Nossa Morte

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