sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

QUINTO HORÁCIO FLACO

QUINTO HORÁCIO FLACO
Roma
65-8 a.C.

ODE
11, 16-A GROSFO

Repouso aos deuses roga na amplidão
Do Egeu, perdido, enquanto as atras nuvens
Lhe escondem lua, e que nem certas brilham
As estrelas, o nauta.

Repouso os Trácios em furiosa guerra,
Repouso os Medos de preciosa aljava,
Ó Grosfo, que a nem gemas, nem a púr-
pura se vende ou ouro.

Nenhum tesouro, nem que em torno ao cônsul
Lictores vão, o mísero tumulto
Da mente, ou os cuidados que sob ricos
Volantes estão tectos.

De pouco se é feliz: que o na paterno
Resplenda pobre mesa galheteiro;
Que o leve sono nem temor perturbe
Ou sórdida cobiça.

Porque, se a vida é breve, tantas cousas
Buscamos? Para quê terras alheias
Por outros sóis candentes? Quem da pátria
Sai a si mesmo escapa?

Em rostradas vicioso embarca naves
Esse cuidado, e que esquadrões equestres
É mais veloz, bem mais que o cervo e as nuvens
Por Euro afugentadas.

Contente no presente, alma não cuide
Do que virá, e as amarguras com
Sorriso aceite calmo. Nada é todo
Em perfeição, feliz.

Raptou ao claro veloz morte Aquiles,
Longa a Titónio reduziu velhice,
E a mim, talvez, o que negar a ti
As horas ainda tragam.

Tu juntas cem e da Sicília vacas
Mugindo à tua volta, a ti relincha
Apta égua de quadriga, te de lã .
De afro múrex tinta

Vestes: e a mim pequena terra deu,
E o sopro gregas ténue das Camenas,
A que não mente Parca, e à maldade
Eu desprezar do vulgo.


poesia de 26 séculos
de Arquíloco a Nietzsche
antologia, tradução, prefácio e notas
Jorge de Sena
Edições ASA
2001

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